O avanço da economia brasileira tem refletido diretamente no setor aéreo. O crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), aliado à geração de empregos e ao aumento da renda da população, tem ampliado a demanda por transporte aéreo no país.
Durante o Fórum Pernambuco Export, o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, destacou que a expansão da atividade econômica nos últimos anos contribuiu para o aumento da movimentação de passageiros e para o fortalecimento do turismo.
Os números confirmam esse cenário. Em 2022, o Brasil registrou cerca de 97 milhões de passageiros transportados. Em 2025, o volume chegou a aproximadamente 130 milhões, indicando crescimento consistente da aviação civil.
Dados do Anuário Estatístico de Tráfego Aéreo 2025, publicado pelo Centro de Gerenciamento da Navegação Aérea (CGNA), unidade do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA), mostram que o país registrou 3.013.948 movimentos aéreos no período, considerando pousos, decolagens e sobrevoos em 100 aeródromos monitorados.
Dentro desse total, a aviação comercial respondeu por 1.735.117 movimentos, crescimento de 3,2% em relação a 2024. Já a aviação geral somou 1.055.561 operações, com expansão de 7,3%, mantendo trajetória de crescimento.
O desempenho da economia ajuda a explicar esse avanço. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a agropecuária foi o principal motor do crescimento do país em 2025, registrando alta de 11,7%. O resultado foi impulsionado principalmente por safras recordes de soja, milho e laranja, que ampliaram a atividade econômica e a circulação de pessoas e negócios pelo país.
Com a economia aquecida e maior movimentação de atividades produtivas, a tendência é que a aviação continue acompanhando esse ritmo, mantendo papel estratégico na mobilidade e na integração regional do Brasil.